Eleições 2026: crimes eleitorais somam centenas de ocorrências e Justiça investiga suspeita de sabotagem em urna

 Eleições 2026: crimes eleitorais somam centenas de ocorrências e Justiça investiga suspeita de sabotagem em urna

O primeiro turno das Eleições 2026 foi marcado por centenas de ocorrências relacionadas a crimes eleitorais em todo o país. Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, até o encerramento da votação foram registradas 646 ocorrências ligadas ao pleito, das quais 593 foram classificadas como crimes eleitorais. Entre as práticas mais frequentes apareceram propaganda irregular, boca de urna e compra de votos. UOL Notícias

A propaganda eleitoral irregular respondeu por cerca de 31% das ocorrências, enquanto a boca de urna representou aproximadamente 28%. Casos de compra de votos ou corrupção eleitoral também tiveram participação relevante no balanço, com cerca de 13% dos registros. As forças de segurança apreenderam dinheiro, materiais de campanha, veículos e armas durante as operações realizadas no país. Folha de S.Paulo

Um dos episódios que mais chamou atenção ocorreu em Candelária, no Rio Grande do Sul. Uma urna eletrônica precisou ser substituída depois que a Justiça Eleitoral identificou problema na tecla número 3, que estaria colada e, por isso, não funcionava corretamente. O equipamento estava instalado na seção 33 da Escola Eveline da Fonseca, na comunidade de Pinheiro. UOL Notícias
A irregularidade foi percebida por volta das 8h30. O presidente da seção acionou a fiscalização, e uma equipe do Cartório Eleitoral, acompanhada pelo juiz responsável, providenciou a substituição por uma urna de contingência. A seção atendia cerca de 550 eleitores. Segundo a Justiça Eleitoral, os votos já registrados no equipamento foram preservados. UOL Notícias

A Justiça agora investiga se a tecla foi deliberadamente adulterada. Até que a apuração seja concluída, o episódio deve ser tratado como suspeita de sabotagem, e não como crime definitivamente comprovado. Se ficar demonstrado que alguém interferiu intencionalmente no equipamento para prejudicar a votação, o caso poderá resultar em responsabilização criminal. A legislação brasileira prevê punição para quem impede ou perturba uma eleição mediante violação indevida dos mecanismos de segurança do sistema eletrônico de votação. Planalto

Outro caso investigado ocorreu em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, onde a Polícia Federal encontrou broches com pequenas câmeras escondidas. A suspeita é de que os dispositivos seriam utilizados para registrar o voto de eleitores dentro da cabine. O material e um telefone celular foram apreendidos e encaminhados para perícia. Agência Brasil

A Polícia Federal também realizou operações em diversos estados contra suspeitas de compra de votos, propaganda ilegal e outros ilícitos. Ao longo do dia da eleição, pessoas foram conduzidas e valores em dinheiro foram apreendidos, enquanto investigações e termos circunstanciados foram instaurados. Folha de S.Paulo

Entre os crimes eleitorais previstos pela legislação estão compra de votos, boca de urna, violação do sigilo do voto, derramamento de material de propaganda, caixa dois e outras condutas capazes de comprometer a liberdade de escolha do eleitor ou a igualdade da disputa. Agência Brasil
Também circularam informações falsas nas redes sociais sobre supostos problemas nas urnas. O TSE esclareceu, por exemplo, que o fato de a tecla “Confirma” ficar temporariamente bloqueada por cerca de um segundo depois da digitação do candidato é um recurso normal de segurança introduzido para que o eleitor confira o voto antes de registrá-lo. Isso não representa defeito nem fraude. UOL Notícias

O balanço mostra que houve ocorrências importantes durante o primeiro turno, mas elas foram tratadas individualmente pelas autoridades e não constituem, por si só, evidência de fraude generalizada no processo eleitoral.


Jornal Opção do Noroeste — cobertura especial das Eleições 2026.
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